Por Alex Stamos, vice-presidente executivo de Segurança

Temos visto muitas perguntas desde as eleições nos Estados Unidos em 2016 sobre a possível interferência russa no processo eleitoral. Em abril, publicamos um relatório no qual compartilhamos nosso conhecimento sobre tentativas organizadas de fazer um mau uso de nossa plataforma. Uma questão que apareceu foi se havia uma conexão entre os esforços russos e anúncios comprados no Facebook. Essas alegações são sérias e temos revisado uma série de atividades em nossa plataforma para nos ajudar a entender o que aconteceu.

Ao revisar as compras de anúncios, nós descobrimos que serca de US$100 mil em gastos com anúncios de junho de 2015 a maio de 2017, relacionados a aproximadamente 3 mil anúncios – estavam conectados a cerca de 470 contas falsas e Páginas que violavam nossas políticas. Nossas análises sugerem que essas contas e Páginas estavam relacionadas e provavelmente foram operadas a partir da Rússia.

Nós não permitimos contas falsas no Facebook e, como resultado, nós eliminamos essas contas e Páginas que identificamos ainda estarem ativas.

  • A ampla maioria dos anúncios feitos por essas contas não fazia referência específica à campanha presidencial dos EUA, à votação ou a um candidato particular.
  • Ao invés disso, os anúncios e as contas pareciam se concentrar em amplificar mensagens políticas e sociais divisivas em todo o espectro ideológico, falando de temas como comunidade LGBT, etnia, imigração e porte de armas.
  • Cerca de um quarto desses anúncios foram geograficamente direcionados e, entre esses, mais ocorreram em 2015 do que em 2016.
  • O comportamento observado nessas contas para ampliar mensagens divisivas foi consistente com técnicas mencionadas no relatório que divulgamos em abril, que citamos anteriormente.

Nesta última revisão, nós também avaliamos os anúncios que possam ter sido originados na Rússia, mesmo aqueles com poucos sinais de conexão e não associados com qualquer esforço coordenado conhecido. Fizemos uma pesquisa ampla, incluindo, por exemplo, anúncios comprados com endereços IP nos EUA, mas configurados no idioma russo – e que não necessariamente violavam qualquer de nossas políticas ou a legislação. Nessa fase da revisão, encontramos cerca de 50 mil dólares em gastos com publicidade potencialmente relacionada à temas políticos, envolvendo ao redor de 2.200 anúncios.

Nós compartilhamos nossas descobertas com autoridades norte-americanas que estão investigando este assunto, e continuaremos a trabalhar com eles o quanto for necessário.

Priorizando a Atividade Autêntica

Sabemos que temos que permanecer vigilantes para ficar à frente de pessoas que tentam fazer o mau uso de nossa plataforma. Nós queremos proteger a integridade do discurso cívico, e pedimos aos anunciantes em nossa plataforma para que sigam nossas políticas e a legislação aplicável. Nós também nos preocupamos muito com a autenticidade das conexões que as pessoas fazem na nossa plataforma.

Mais cedo neste ano, como parte deste esforço, anunciamos atualizações em nossos sistemas para detectar contas falsas e uma série de ações para reduzir a desinformação e a disseminação de notícias falsas. Nos últimos meses, eliminamos contas falsas na França, na Alemanha e em outros países.

Além dessas ações, estamos explorando muitas atualizações em nossos sistemas para que contas falsas e atividade relacionada a elas sejam mantidas fora de nossa plataforma. Por exemplo, estamos avaliando como podemos aplicar as técnicas que desenvolvemos para identificar perfis falsos em Páginas falsas e nos anúncios que elas podem publicar. Também estamos testando formas de detectar e eliminar contas falsas no momento em que elas estão sendo criadas.

Nosso trabalho contínuo nesses sistemas automatizados irá complementar outros projetos que temos para manter atividades autênticas no Facebook. Estamos atualizando nossos esforços nessa área o tempo todo, e já conseguimos uma série de melhorias, incluindo:

Continuaremos a investir em nossos times e em tecnologia para ajudar a oferecer um espaço seguro para o discurso cívico e para conexões significativas no Facebook.